| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Procellariiformes |
| Família: | Procellariidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | A. gravis |
O bobo-grande-de-sobre-branco é uma ave procellariiforme da família Procellariidae. Também chamado de pardela-de-bico-preto.
Mede de 43 a 51 cm de comprimento e pesa entre 700 e 950 gramas; envergadura de 100 a 118 cm. Espécie grande, de partes inferiores brancas, inclusive sob as asas. As partes superiores são escuras, com as coberteiras das asas e o dorso escamado de cinza. Possui as coberteiras superiores da cauda ou supracaudais, brancas, formando uma nítida mancha branca. Coleira nucal branca por vezes presente, com bico preto e pés amarelo-rosados.
Alimenta-se de peixes e lulas e frequentemente se associa a golfinhos e baleias para se alimentar, apresentando grande capacidade de mergulho (superior a 10 m), podendo permanecer submerso por 12 s.
Nidifica nas Ilhas Tristão da Cunha (Tristão, Inaccessible and Nightingale), Gough e Malvinas, escavando buracos no solo sob moitas de gramíneas e ciperáceas. As aves começam a chegar às colônias em agosto, e em setembro há grande número de aves ocupando as tocas. Novembro parece ser o mês quando a maioria das posturas é feita, mas há registros de ovos depositados em qualquer mês do verão austral. A incubação dura entre 53 e 57 dias e os filhotes deixam os ninhos com aproximadamente 100 dias de idade. Os juvenis começam a voar em maio, deixando as colônias nesse período.
É uma ave marinha. Pelágico, vive nas águas do Oceano Atlântico ( norte e sul ). Embora essas aves realizem deslocamentos em grande número durante a noite, são encontradas se exibindo e cavando ninhos durante o dia.
Depois do período reprodutivo, dispersa-se por quase todo o Atlântico Norte até a Islândia, entre os meses de abril e outubro. Atinge as águas de toda a costa brasileira em número considerável durante suas migrações regulares quando se dirige, entre abril e maio, para o Atlântico sul para nidificar, aproximando da costa em grandes bandos. Em Santa Catarina, foi registrado em fevereiro e junho e consta que se torna raro entre junho e setembro no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.